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Por que não fazemos o que já sabemos que temos que fazer?

Acordar cedo, fazer exercícios, se alimentar adequadamente, gastar menos do que ganha, fazer reuniões de motivação com a equipe, buscar novos conhecimentos… Tem tanta coisa que sabemos que deveríamos fazer para desenvolver a carreira, e que comprovadamente traz benefícios nos mais variados campos da nossa vida! Já lemos a respeito, ouvimos em treinamentos, recebemos conselhos… E até acreditamos de coração que são iniciativas válidas e importantes para a nossa vida. 

Mas… Por que nem sempre fazemos o que sabemos que é importante para nós? 

Tenho a impressão de que a maioria das coisas que precisamos saber para ter comportamentos que nos trarão os resultados que desejamos, nós já sabemos de alguma maneira. Talvez não tenhamos a profundidade necessária para efetivamente dominá-lo, ou ele esteja empoeirado em algum canto da nossa mente, ou esteja bagunçado no meio de vários outros assuntos e falta uma ordem, ou um método, para acessá-los e conseguir colocá-lo em prática. Mas, na maioria das vezes, temos pelo menos uma noção de qual seria o comportamento esperado para nós.

Então, por que não somos todos bem-sucedidos, felizes e saudáveis como gostaríamos? Por que o óbvio não é tão óbvio assim?

A resposta está no cérebro: sim, esse órgão complexo, poderoso e indispensável para a nossa vida é quem está por trás dessa aparente dificuldade em fazer mudanças de comportamento na nossa vida. Por que é tão difícil mudar hábitos? 

O nosso cérebro é o objeto mais complexo do Universo, formado por 86 bilhões de neurônios e que podem formar mais de 100 trilhões de conexões. Se ele fosse trabalhar a pleno potencial, gastaria em energia o equivalente a 4 usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente! Para evitar consumir essa quantidade absurda de energia, o nosso cérebro, inteligentemente, atua na maior parte do tempo em modo de “economia de energia”. Isso significa que ele liga o piloto automático para comandar tudo isso, reduzindo drasticamente a energia necessária. Ou seja, na maior parte do tempo, estamos atuando de maneira inconsciente, repetindo comportamentos que já estão cristalizados e que por isso são feitos sem grande esforço. E isso dificulta a mudança de comportamento, pois para adotarmos um hábito novo, diferente do que está armazenado no nosso cérebro, temos que sair do piloto automático e gastar energia!

Daniel Kahneman, no seu livro “Rápido e Devagar: duas formas de pensar” descreveu bem essa mania que o nosso cérebro tem de “pensar rápido”, reduzindo as nossas decisões a padrões pré-estabelecidos. “Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico – e serve como uma espécie de guardião do primeiro.” 

Quando estamos agindo com base na nossa experiência, usando o pensamento rápido, ou intuitivo, estamos repetindo padrões com os quais já estamos acostumados. Para fazer algo novo precisamos acessar o pensamento lento, ou analítico, e para isso temos que lutar contra o nosso instinto, que é mais forte e tende a predominar sobre o pensamento analítico. Olha o cérebro querendo evitar o gasto de energia aí de novo! 

E será que é possível, com toda essas artimanhas do nosso cérebro para se manter na zona de conforto, efetivamente conseguir mudar o nosso comportamento? 

Felizmente para todos nós, é sim. Basta que estejamos comprometidos com essa mudança. a ponto de trazer a nossa consciência para o momento da ação. Pensar antes de fazer. Despender energia e esforço, voluntariamente. No começo vai ser complicado, vamos sentir como se estivéssemos fingindo ou forçando um comportamento. Mas aos poucos nosso cérebro vai começar a perceber e assimilar o comportamento desejado, até que isso finalmente se constitua em um novo hábito. Aí, meu amigo, você atingiu o patamar de comportamento que tanto desejava! A psicóloga social Amy Cuddy explica esse fator como “Fake it untill you make it” ou “Fake it untill you become it”, que significam: “Finja até você conseguir” ou “finja até você se tornar”, em um TED que é um dos mais vistos da história do programa. 

E aí, vamos tirar esse cérebro da zona de conforto e colocá-lo para trabalhar a seu favor? 
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